"Quando uma paleógrafa é assassinada na Biblioteca do Vaticano, a polícia convoca o historiador e criptanalista português, Tomás Noronha, e mostra-lhe uma mensagem deixada pelo assassino.A inspectora responsável pelo caso, Valentina Ferro, convence Tomás a adjuvar no inquérito. Todavia, homicídios semelhantes em outros pontos do mundo, leva os investigadores a suspeitar de que as vítimas estariam envolvidas em algo que as transcendia.
Em busca de uma solução para os crimes, Tomás e Valentina partem numa demanda que os levará à Terra Santa e ao último segredo do Novo Testamento, a verdadeira identidade de Cristo.
Como é apanágio de José Rodrigues dos Santos, o autor baseia-se em muitas informações históricas e verídicas para construir o enredo de "O Último Segredo", uma obra que confirma o autor como um dos grandes mestres do romance de mistério."
Se gostei do livro? Gostei mas na minha opinião não é o melhor que já li de José Rodrigues dos Santos.
Consigo dividir claramente o livro em duas partes: antes do Centro Molecular em Israel, e depois disso. É precisamente com o antes que eu sou mais crítica, muito cansativa, monótona, e uma parte da história universal que já não é novidade (pelo menos para os mais atentos). Eu costumo gostar dos diálogos em que Tomás de Noronha explica os factos bombásticos, mas neste livro ao longo de um texto constantemente em referência às passagens da Biblia, não houve bomba nenhuma. Acontecimentos que poderiam ser de ficar com a boca aberta de espanto, na verdade fizeram-me ficar com ela aberta de sono. Tudo por causa das referências recorrentes à Biblia, embora concorde que para se escrever um livro deste género temos de forçosamente mostrar as falhas do livro sagrado. Talvez seja uma mal necessário, mas ainda assim, que torna quase desinteressante esta parte do livro.
Na segunda parte, não sei até que ponto esta ideia já foi explorada noutros livros. A verdade é que é a primeira vez que a oiço, mas uma possibilidade. Relativamente às descobertas arqueológicas, já ouvi e vi na televisão as possibilidades que se prendem a elas. Mas o acrescento científico, não sendo de novo, quando aplicado a uma personagem histórica desta magnitude... Aqui sim, é que encontrei um livro interessante, porque a meu ver (que nunca me tinha lembrado disso) explora uma vertente nova e certamente sem consenso algum.
Obviamente um livro muito criticado e contestado pela Igreja, pelo cristianismo tal como o conhecemos. Na verdade falei no livro ao meu pai, mas não tenho coragem de o fazer com a minha mãe. Muito menos com as minhas avós. Mas poderá ser bem recebido pelos judeus, ou não? Algum que passe por aqui, diga de sua justiça.
Outra parte do livro que não gostei muito foi da personagem da Valentina. Não falo do final, porque essa parte foi uma surpresa. Refiro-me à constante não aceitação das verdades que Tomás enuncia. Quando te contam uma mentira, e depois duas, e acreditas nos factos que te apresentam, desconfias que possam existir mais. Valentina é do tipo ignorante e continua a refutar aquilo que é evidente. Tanta contrariedade é quase irreal, é impossível existir assim uma pessoa.
De resto, não posso criticar muito mais. Como é costume, este livro apresenta linguagem fluída e corrente, própria para todo o tipo de leitor. No geral apresenta ideias controversas e que fazem pensar num vasto número de possibilidades. E talvez seja isso, o que de melhor tem este livro: as possibilidades que levanta.
Ao ler o livro, por várias vezes adormeci a lê-lo, e nunca tal me tinha acontecido com o JRS. Também é verdade que nunca andei tão cansada como agora, mas ainda assim. Esperava um pouco melhor, mas ainda assim é um JRS de Tomás de Noronha. Para mim, Fúria Divina continua a ser o melhor.
Ver também: A Fórmula de Deus e Fúria Divina.
Na segunda parte, não sei até que ponto esta ideia já foi explorada noutros livros. A verdade é que é a primeira vez que a oiço, mas uma possibilidade. Relativamente às descobertas arqueológicas, já ouvi e vi na televisão as possibilidades que se prendem a elas. Mas o acrescento científico, não sendo de novo, quando aplicado a uma personagem histórica desta magnitude... Aqui sim, é que encontrei um livro interessante, porque a meu ver (que nunca me tinha lembrado disso) explora uma vertente nova e certamente sem consenso algum.
Obviamente um livro muito criticado e contestado pela Igreja, pelo cristianismo tal como o conhecemos. Na verdade falei no livro ao meu pai, mas não tenho coragem de o fazer com a minha mãe. Muito menos com as minhas avós. Mas poderá ser bem recebido pelos judeus, ou não? Algum que passe por aqui, diga de sua justiça.
Outra parte do livro que não gostei muito foi da personagem da Valentina. Não falo do final, porque essa parte foi uma surpresa. Refiro-me à constante não aceitação das verdades que Tomás enuncia. Quando te contam uma mentira, e depois duas, e acreditas nos factos que te apresentam, desconfias que possam existir mais. Valentina é do tipo ignorante e continua a refutar aquilo que é evidente. Tanta contrariedade é quase irreal, é impossível existir assim uma pessoa.
De resto, não posso criticar muito mais. Como é costume, este livro apresenta linguagem fluída e corrente, própria para todo o tipo de leitor. No geral apresenta ideias controversas e que fazem pensar num vasto número de possibilidades. E talvez seja isso, o que de melhor tem este livro: as possibilidades que levanta.
Ao ler o livro, por várias vezes adormeci a lê-lo, e nunca tal me tinha acontecido com o JRS. Também é verdade que nunca andei tão cansada como agora, mas ainda assim. Esperava um pouco melhor, mas ainda assim é um JRS de Tomás de Noronha. Para mim, Fúria Divina continua a ser o melhor.
Ver também: A Fórmula de Deus e Fúria Divina.

1 comentários:
Olá Catarina.
É a primeira vez que me deparo com o teu blog por uma coincidência engraçada pois, foi por procurar "reviews" sobre o novo livro do JRS que vim aqui parar.
Sobre o teu comentário só posso dizer que tiraste-me as palavras da boca! Divido da mesma forma o livro em duas partes, sendo a primeira muito maçuda (embora o tema ser bastante interessante) e a segunda já melhorando um pouco.
Também não acho que seja um dos melhores trabalhos de JRS pois, para além do "erro" da personagem Valentina que, como dizes bem, chega a ser surreal, na minha opinião a surpresa que ela encerra no final é descabida e não se enquadra lá muito bem na linha de raciocínio da história.
E será que só sou eu ou JRS dá-nos a entender que o mestre dos Sicarius é a personagem Arkan?? Repara no final do capítulo 32 e início do 33... Foi devido a esse pormenor que não gostei do final do livro.
De resto, JRS continua a oferecer o que há de melhor nos seus livros: linguagem fluída e ideias que nos fazem puxar pela cabeça.
Vou passar a dar uma olhadela mais atenta a este blog ;) Boas leituras!
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