O cenário destes acontecimentos está centrado em Nova Iorque — entre luxuosos hotéis em Manhattan e East Village onde vivem os nossos artistas — e é uma deliciosa e inteligente, por vezes cáustica, visão da sociedade, e em particular da juventude, nova-iorquina, assim como da amizade dos «First Born» — assim se chama o grupo — que, navegando por águas mais ou menos agitadas — juntos, mas em última instância, individualmente —, vão rumando em direcção à sua vida adulta"
Pede-me o Que Quiseres foi um livro para mim muito difícil de ler.
A história não é muito original e, muito sinceramente, achei-a super aborrecida. Pensava que seria uma espécie de Friends, que teria muitas aventuras, muito de divertimento da juventude nova-iorquina. Há quem diga que poderia também ser comparado com o Sexo e a Cidade - não vi a série, mas vi o filme, e digo que o livro não me parece nada com aquelas mulheres.
Acho que em parte muito se deveu a longas descrições. Aceito quando há a descrição de um lugar, a descrição de um cheiro ou de um paladar. Aceito até a descrição de um momento e de uma cena. Mas quando se torna repetitivo, torna-se pesado. Num livro sobre um grupo de seis pessoas pensaríamos que existiriam diálogos entre todos eles, se calhar em doses industriais. Em vez disso, temos texto atrás de texto, descrição do que se passou durante semanas. Fiquei muito cansada do "fomos-a-um-bar-e-aconteceu-isto-e-mais-isto". Foi extremamente aborrecido.
Mais cansativo ainda é a constante menção a peças de teatro ou personagens da Broadway que nós nunca ouvimos falar. Seria excelente para quem seja realmente culto em teatro... norte-americano. É muito entediante estares a ler e numa só frase aparecerem umas três referências de algo que não sabes o que é. Em muitas situações, se não fossem as notas de redacção, perdíamo-nos por completo. E, acreditem que eu gosto de pesquisar coisas novas que aparecem nos livros, mas se eu levasse esta pesquisa a sério, fica capacitada a tirar o mestrado na área.
Por outro lado, temos uma personagem principal que não é a típica protagonista, uma vez que toma decisões, nomeadamente amorosas, que são tabus. Ninguém tem casos com os pais das melhores amigas, e ainda por cima, casados. Ninguém tem sexo esporádico e casual com o melhor amigo sem que hajam consequências... acho eu. Sou só eu que penso assim?
A favor do livro, devo dizer que há alguns (dos pouquíssimos) diálogos que realmente são bons. São fluidos e divertidos, o que deixa ainda mais pena. Eu penso que se a Francesca tem capacidade para isto porquê não ter explorado mais a interacção entre as personagens, pelo menos, de forma mais activa?
Gostei também particularmente da coluna dela na GirlTalk. Num livro tão difícil de ler, tão carregado de informação inútil, ler as respostas às dúvidas de jovens sobre questões amorosas é como uma lufada de ar fresco.
Declan, foi para mim, a normalidade e a honestidade em todo o livro. Não sei porquê, mas se calhar porque pensava na Rose como a Jennifer Aniston, imaginei durante todo o livro um Vince Vaughn. O homem é divertido, sarcástico, e, no que toca à vida privada de Rose, estupidamente directo e embaraçosamente honesto. Gostei da personagem.
Ao ler o livro, no fim, demorei efectivamente quase um mês a ler o livro. Abandonei muitas vezes o livro, e li alguns outros pelo meio, mas quando a televisão deixa de funcionar, não apetece andar com o pc atrás, os novos livros ainda não chegaram, e as outras opções ainda não despertaram o interesse, não há muito a fazer senão insistir mais uma vez. Aos poucos avancei, e hoje terminei a jornada. Mais do que da Francesca, costumo gostar da colecção Champanhe e Morangos da Presença, e é por causa dela também que continuei. Acho que agora vou querer pegar num livro que me anime o espírito.

1 comentários:
Olá, gostaria de seguir o meu blog " A borboleta de papel", ficaria muito feliz :)
Afinal de contas temos algo em comum que é a paixão pelos livros
bjinhus
www.aborboletadepapel.blogspot.com
Enviar um comentário