"Quando os acordos de paz da Sexta-feira Santa são quebrados por três actos selvagens de terrorismo, a Irlanda do Norte é novamente arrastada para as profundezas do conflito. E depois de o seu sogro ser nomeado o novo embaixador americano em Londres, o agente reformado da CIA, Michael Osbourne, é novamente atraído para o activo. Depressa descobre que o seu sogro está marcado como alvo a abater. E que ele próprio está mais uma vez na mira de um assassino conhecido por Outubro, um dos assassinos mais inclementes que o mundo já conheceu… Uma electrificante história de terror, vingança e ganância, saída das manchetes dos jornais de amanhã. Repleto de reviravoltas de tirar a respiração, A Marcha prossegue em espiral até à sua conclusão acutilante. Trata-se de um romance sobre o poder e a intriga, onde a aparência e a realidade são inimigas e a confiança é traída tantas vezes quantas as que é honrada."A Marcha, o segundo volume da série Michael Osbourne.
Mais um livro emocionante, cheio de reviravoltas, acção, temas polémicos. O que se pode pedir mais para um livro chegar aos tops? Para mim um dos melhores thillers. Pode não ser o Gabriel Allon, mas o Michael não fica atrás.
No primeiro volume, fui obrigada a habituar-me a um novo herói, houve uma certa dose de adaptação. No entanto os heróis acabam por ser muito parecidos. Claro que sendo o Michael norte-americano, longe de conflitos directos israelitas, é mais facilmente aceitável (ou não). Mais atractivo a maiores massas. Para mim, são duas personagens criadas em ambientes diferentes, mas muito parecidas e gostando de uma delas, temos de nos apaixonar pela outra.
Neste livro, somos levados a um recanto do mundo onde há várias décadas se gera grande parte da violência moderna, à Irlanda do Norte, e ao mundo da guerra católicos vs protestantes. Mais um livro onde se aprende muito sobre temas actuais. Muitas pessoas, incluindo eu, aceitam melhor a história num ponto de vista literário, do que esparramado nos livros da escola ou nas notícias faladas em tom monótono. Muito melhor quando a nossa imaginação é nossa professora.
Por outro lado, numa continuação do que havia acontecido no primeiro volume, é nos apresentada uma versão do que poderá existir algures no mundo, uma organização secreta onde se combinam ataques para criar caos. O caos gera lucro, quer queiramos, quer não. Toda a gente aceita que a guerra vende, não é bonito, não é fácil, mas é a verdade. E esta é uma verdade explorada nos dois livros.
Gostei muito da dinâmica norte-americana/norte irlandesa, mas neste livro gostei ainda mais do vilão. Parece impossível mas creio que me apaixonei pela personagem dele. Mata muita gente, que mata, porque é assassino profissional, e tenta matar o Michael, mas há reviravoltas, das quais eu não posso falar, sem spoilers, que me faz querer ver mais do Delaroche. Tenho pena que não estejam mais livros desta série na calha :(. Mas quando eles vierem, serão muito bem vindos.
Ao ler o livro, bem, mais uma vez tive de recorrer ao lápis, por assim dizer, e fazer os meus apontamento. Isto de aprender com os livros, traz destas coisas, e são tantos nomes para as mesmas facções, IRA católicos, protestantes com uma série de grupos, tem que se ir escrevendo, mas de minha parte, sem arrependimentos.
Ver também: A Marca do Assassino.

3 comentários:
Nunca li nenhum livros dele... mas pela tua critica parece... trabalhoso :)
Olá Liliana.
É um tipo de livros que contém muita informação sobre a actualidade, e eu fico com as coisas na cabeça quando escrevo. Mas isto sou só eu. Não creio que dê trabalho ler o livro.
Fui ver o teu blogue, e gostei do que vi. Vou começar a passar por lá mais vezes.
Beijos e obrigada pela opinião.
nao me podias enviar um resumo do livro sff
pedrosantos_06@hotmail.com
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