quarta-feira, 23 de Dezembro de 2009

Betrayal in Death - J. D. Robb

"No luxurioso Roarke Palace Hotel, uma empregada entra na suite 4602 para o turno nocturno - e entra no seu pior pesadelo. Um assassino deixa-a morta, estrangulada por uma fino fio de prata. Ele é Sly Yost, um virtuoso de música e homicídio. O homem contratado pela elite. A tenente Eve Dallas conhece-o bem. Mas neste caso intrincado, conhecer o assassino não ajuda a resolver o caso. Porque tem havido mais alguém envolvido. Alguém com um motivo mais pessoal. E Eve tem de enfrentar a assustadora possibilidade - que o verdadeiro alvo possa ser, na verdade, o seu marido Roarke..."

Betrayal in Death, o décimo-segundo livro nesta série Mortal, lido mais uma vez e para já em inglês. Um dos mais complicados que já li. Com muita reviravolta.

Vim aqui num instantinho, antes de ir trabalhar para vos trazer a minha última leitura. Confessem, vocês já estavam cansados de ver ali o livro que nunca mais desandava. Outros livros foram-se pondo à frente até que há dois dias, deixei ficar o outro livro muito longe de mim e ao frio, e recomecei a ler o Betrayal que estava muito mais perto. E assim, não consegui voltar a largá-lo.

É um dos livros com mais reviravoltas até agora. Não quero com isto dizer que não sejam óbvias. Ou seja, o que quero dizer é que está muita gente envolvida neste crime. E algumas dessas pessoas são bastante óbvias desde o princípio. A identidade do assassino é desde logo conhecida ou não estivesse ele na sinopse do livro, não é? No entanto o livro girou à volta do porquê dos assassinatos (o que eu, se calhar com visão a mais, consegui logo ver), e quem eram os mandantes, já que este é uma assassino que actua apenas por contrato, contrato bem cheiroso. Portanto as reviravoltas acontecem nessas alturas, quando se sabe o verdadeiro porquê de tantos crimes, qual e quem é o alvo. Mas como disse sem grandes mistérios.

Senti que neste livro acompanhamos o ritmo da Eve. Isto é, às vezes ela descobre o criminoso e não nos diz nada, só sabemos quem ele é quando lemos a cena do frente-a-frente. Neste caso isso não aconteceu. Até me pareceu que ela estava a marcar passo para os mais lerdos, lol. Tenho a percepção que sabemos ao mesmo tempo que ela, mas de novo isso está relacionado com a ausência de mistério. Por Eve avançar mais devagar, até porque não lhe dizem as coisas logo todas, a acção, lá está, parece compassada. Passos curtos e morosos. Não há um momento no livro em que possamos dizer que o ritmo se tornou alucinante. Posso até incluir a parte das perseguições e prisões, nada de fórmulas 1s.

Continuamos a ver a humanização das personagens Eve e Roarke, enquanto casal e fora dele. Vão passar por algumas contradições, no fundo, explicadas pelo facto de estarem a trabalhar juntos oficialmente e a investigação incidir sobre pessoas próximas a Roarke - sim, mais uma vez. Mas somadas aos momentos únicos, que não são assim tão únicos, pois já nos vêm acostumando, temos um casal de meros mortais. O facto dela ser uma super-heroína e ele ser dono do universo, podia pô-los fora do nosso alcance. E até certo ponto é o que acontece. Mas no fundo eles são um casal que se completam, que têm muito sentimento um pelo outro, mas que também jogam às turras. Neste livro, a relação deles é posta à prova por causa, então, de elementos do passado de Roarke. Mas tudo muito bonito e pouco intenso.

A relação de Peabody e McNabb tem um revés. Eu compreendo o McNabb. E estou por ele. As mulheres devem ser solidárias mas eu não concordo com a Peabody e nada me faz mudar de ideias. Claro que quando ela é confrontada pelo McNabb, ela que vem de uma família de espíritos livres, cabeça dura, recua até ao ponto original, e a relação, puf. Com muita pena minha. Ainda assim, como digo sempre, sabendo o que vem pela frente, não me importa. Importa sim o facto de ela ser cabeça de pedra e de ver o McNabb a sofrer tanto.

Outras personagens não aparecem quase por completo. Temos o alento de apenas ser dado algum destaque ao nosso mais-que-tudo Summerset quando a vida dele, bem, ganha novos fôlegos, por momentos, depois de lhe faltar o mesmo. Mas tirando esse pequeno momento que dura umas cinco páginas, nada de mais interessante com os secundários acontece. No entanto notei, que não aparecendo em grande nenhum deles, aparecem todos um pouco. Desde o gigolo, à Trina (a cabeleireira), Mavis, etc.

Para contrapor estas ausências, temos novas personagens. Mick vem do passado de Roarke e é ele quem traz pedras para os sapatos do nosso casal maravilha. Ter que escolher entre o passado obscuro e o presente correcto será difícil, não tanto para Roarke, que é quem tem de escolher, mas mais para Eve, que tem que digerir.

Os crimes neste livro implicam uma investigação conjunta entre a polícia e o FBI. Neste contexto, temos dois agentes, em que um deles, espero, há-de voltar no futuro. Falo da agente Stowe. A vontade de capturar este criminoso que é Yost é tão grande que por momentos ela perde visão. No entanto, ao reconhecer que não foi a melhor maneira de lidar com as coisas, depressa volta a encarreirar e torna-se numa aliada de Eve. Gostava mesmo que ela voltasse.

Tal como já disse, apesar da investigação começar com o homicídio de uma camareira, depressa passa a outros níveis. A Eve deixa de importar apenas Yost mas também os ordenadores das mortes. E não nos podemos esquecer deles, porque existem dois que não são capturados, mas tendo em conta a vontade de Roarke em os esmagar, cheira-me que poderão aparecer outra vez.

Ao ler o livro, não pude deixar de ir ver qual a música de eleição de Yost na celebração dos assassinatos, e por isso deixo-vos Habanera, Carmen, neste caso entoado por Angela Gheorghiu:


(Não vos faz lembrar aquele reclame de detergentes?)

Vê também: Nudez Mortal, Glória Mortal, Fama Mortal, Êxtase Mortal, Ceremony in Death, Vengeance in Death, Holiday in Death, Midnight in Death, Conspiracy in Death, Loyalty in Death, Witness in Death.

sábado, 19 de Dezembro de 2009

Luz Para Mim, Luz Para Vocês

Chegou o Natal. Sei que vocês já estão cansados de tantos selos de Natal, mais um acho que não vai estorvar.
Na verdade, este selo é uma foto de uma das minhas árvores que está na minha sala. Uma árvore pequenina mas bem recheada, o símbolo do que deveria ser uma família. Uma família onde se partilhe a fartura, de alegria, de paz, de amor, de felicidade, de calor, e de luz. Por isso, da minha sala para a vossa, envio um pouco de luz para que as vossas festas se iluminem com sorrisos abertos entre a família e amigos.

Boas Festas!

Envio a:
Primeiro que tudo, ao meu blogue mais recente, para que o seu futuro seja duradouro - Depois De Ler O Livro
A Magia Das Palavras
Bedtime Stories
BiblioMigalhas
BookManíacas
Books and Books
Chuva de Livros
Chá da Meia-Noite
Demasiado Fiéis Para Desistir
Entre Páginas
Gosto de Ti, Livro
Joaninha
Livros de Bia
Livros, O Meu Vício
Lugar de Mulher É No Tanque
My Imaginarium
O Cantinho da Dori
O Cantinho da Tati
O Meu Imaginarium em Photos!
Os Devaneios da Jojo
Parte de Mim...
Pedacinho Literário
Pedaços de Mim...
Páginas Desfolhadas
Refúgio dos Livros
Chocolate Para A Alma

Festas Felizes!

Festas Para Mim, Festas Para Vocês

Então aqui vamos nós para um muito bem vindo saco cheio de selos. Espero não me esquecer de nenhum.

Criado por: Lia
Oferecido por: Lia, Rita, Marta, Lealany e AMB.
Sem regras.








Criado por: Jojo
Oferecido por: Jojo, Lia, AMB, Lealany e Bell.
Regras:
* Enumerar 10 livros que me marcaram este ano:
1 A Lista da Morte, Julie Garwood
2 Marley & Eu, John Grogan
3 Sangue Fresco, Charlaine Harris
4 Nauti Boy, Lora Leigh
5 A Felicidade Mora Ao Lado, Jill Mansell
6 O AssassinoInglês, Daniel Silva
7 Fúria Divina, JRS
8 Símbolo Perdido, Dan Brown
9 O Sétimo Selo, JRS
10 Freedom Writers Diary (ainda a ler)
A maior parte dos livros marcaram-me por serem livros de escritores que experimentei pela primeira vez e que espero continuar a ler.

Responder à seguinte pergunta: o que mais gosto de fazer no Natal?
Pôr a mesa. Adoro, adoro fazer o presépio mas de há uns anos para cá retomei uma tradição portuguesa há muito esquecida na minha família (por um motivo ou outro). É costume pôr a mesa no Natal e só levantá-la pelos Reis. Este ano, a minha mesa já está posta com bolo rainha, frutos secos, frutas cristalizadas, passas, figos, alperces, ameixas, paio, queijo, presunto, etc. Hão-de vir as filhoses e quem sabe as belhoses. Claro que quase todos os dias levanto as coisas e sacudo as migalhas e componho-a. Quem vier cá a casa, será bem recebido.

Dar a pelo menos três pessoas: dou no fim.

Oferecido por: Lia e Bell.
Sem regras.













Oferecido por: Lia e Bell.
Sem regras.











Oferecido por Lia e Bell.
Sem regras.







Oferecido por Lealany, AMB e Bell.
Sem regras.












Oferecido por: Marta.
Regras: Enumerar 8 características minhas.
Fica assim meio complicado não repetir a lista de selos já recebidos, mas vão ter que se aguentar à bronca:
1 Amiga
2 (Um cliente meu disse que eu era) doce
3 Responsável
4 Distraída
5 Malandra
6 Romântica
7 Doida
8 Honesta

Convidar 8 blogues para receber os selos: no fim.

Oferecido por: Lealany, AMB e Bell.
Sem regras.








Oferecido por: Lealany, AMB e Bell.
Sem regras.














Criado por: AMB.
Oferecido por: AMB e Bell.
Sem regras.











A todas as meninas, muito obrigadas. Vou tratar de agradecer pessoalmente, que é como quem diz no respectivo blogue. E é já a seguir senão passa-me ao lado.

As pessoas a quem vou enviar em selos são as mesmas às quais vou enviar um selo pessoal no post seguinte. Aguardem.

Entretanto, a lista das pessoas mencionadas: Lia, Rita, Marta, Lealany, AMB, Jojo e Bell.

domingo, 6 de Dezembro de 2009

Vamos Apelar à Imaginação...

Olá, meus adorados.
Hoje acordei mesmo muito bem disposta. Enfim, nada de especial, está a chover lá fora, está mais escuro que as noites de Verão, está frio, e tenho um problema do caraças em mãos, mas acordei bem disposta.
Dito isto, é bom lembrar que eu nunca publiquei aqui nada que não dissesse respeito aos livros, e aos selos do blogue. Só leituras, filmes baseados em livros, e selos.
Hoje, venho lembrar-vos que a AMB nos lançou um passatempo muito interessante, sermos nós os escritores. É só uma história, que no fim pode não dar em nada, mas que se nós quisermos pode ser divertido. Vá lá pessoal.
A ideia é irmos criando a história aos poucos. Cada pessoa acrescenta um pouco ao texto, tendo em conta que deve ter seguimento. Como a AMB não pôs limites nem condições, parto do princípio que podem só escrever um parágrafo, ou deixarem-se levar por horizontes mais longínquos. Obviamente, não estamos a falar de uma obra-prima, mas pode ficar engraçado. Vá lá, participem.
As vossas propostas devem ser enviadas como comentário no blogue Vamos Apelar à Imaginação..., a AMB tratará do resto.
Eu sei que todos preferimos ler mais umas páginas do que estar nisto, ou que temos de estudar, ou que não temos tempo para nada, mas vá lá, só um parágrafo. Hã, o que me dizem?
Aparentemente, serei a primeira a participar, e peço desde já desculpa, mas o homem vai deixar de ser lobisomem, a não ser que vocês depois falem em viagens para mundos paralelos onde eles podem existir, ou que ele tem medo de se mostrar até ao dia (noite neste caso) em que Bella testemunha a transformação, etc, usem a imaginação. Mas como digo, ele vai-se já embora -diga-se o lobisomem, o homem fica.

E está o apelo feito. Vamos dar vida a Bella, a Paula, a Adam, a Darcy e ao meu homem-não-lobisomem que ainda não tem nome. Olha, será que vou ser eu a dar o nome ao senhor? Hum... Aceitam-se sugestões. Acho que a AMB devia fazer uma votação para o nome do homem.

E então, bom dia.

UPLOAD: Os comentários do blogue da história não estão a funcionar de forma conveniente, mas se tiverem mesmo muita vontade, deixem no blogue da AMB.

sexta-feira, 4 de Dezembro de 2009

Natal Para Mim, Natal Para Vocês

E chegou o Natal. Mais cedo. Aliás, deixem-me que vos diga, cada vez mais cedo. Vocês não acham? Em Outubro, já haviam enfeites de Natal, que exagero. E não sei porquê, já que o típico português deixa tudo para a última da hora (eu não sou o típico português). Enfim, mas aqui estou eu, com mais uns selos para vos oferecer, qual Pai Natal.

Este selo já vem de uma longa corrida. Em primeiro, vou ter de agradecer à Bell. Tem mesmo a marca dela. Este é o espírito. E é ter paciência e tempo. Bell, não posso competir contigo a fazer estas pequenas maravilhas. Agradeço também às minhas já habitués, Lealany e AMB. Então, e como vão essas aulas? Muitos trabalhos, não?

Regras: Enumerar 5 livros que gostaria de receber este Natal
1. Dia, de Elie Wiesel
2. Amanhecer, de Elie Wiesel
3. Qualquer um de Marc Levy (excepto Enquanto Estiveres Aí e Voltar a Encontrar-te)
4. Qualquer um de Cecilia Ahern (excepto P.S. Amo-te e A Prenda)
5. Qualquer um de Jill Mansell (excepto A Felicidade Mora ao Lado e Doce Vingança)

Oferecer o selo a pelo menos 3 blogues:
1. A Magia das Palavras
2. Bookmaniacas
3. Gosto de ti livro

Segue-se o Chocolate para a Alma, aqui chegou em poucos passos e espero passar para esse lado também. O selo foi criado pela Rita do blogue com o nome do selo para comemorar o primeiro ano deste sítio na blogoesfera, e posso dizer que é uma preciosidade. O blogue dela também é chocolate para a alma. Agradeço então às meninas que mo ofereceram: Lia do Gosto de Ti Livro, Jojo dos Devaneios, e Marta do Chuva de Livros. Chocolates docinhos e quentinhos. Obrigada a todas.

Regra: Revelar um pouco de mim
Só um pouco, e só para cumprir a regra. O meu chocolate preferido é negro. Quando mais negro melhor, às vezes, até como chocolate de culinária. Mas agora, no escritório, ao lado das minhas colegas, apanhei o vício por chocolate negro com avelãs. Prefiro avelãs a amêndoas.

Por último, o presente mais recente, acabadinho de chegar da estação da Jojo e da Diana. Duas fofuras, tal e qual o selo.

Regras: Oferecer o selo a 10 blogues
1. Books and Books
2. Chocolate Para a Alma
3. Gosto de Ti Livro
4. A Magia das Palavras
5. My Imaginarium
6. O Cantinho da Dori
7. Pedacinho Literário
8. Vamos Apelar À Imaginação
9. Pedaços de Mim...
10. Bibliomigalhas

Avisar os indicados

Dizer o que achou do selo: A primeira coisa que me passou pela cabeça foi colorido, e quem me conhece sabe que eu gosto de cor na minha vida.

A pessoa que receber o selo deve deixar um recadinho no blogue de quem a indicou (esta eu não vou impor, deveria ser uma regra para mim, e não para vocês, mas se quiserem comentar, à vontade amigos).

Fiquem bem!

UPLOAD: Agradeço ainda o selo Natal 09 à Rita Mello e à Jojo. O selo Este Blog É Super Fofo foi ainda oferecido pela Lia e pela Lealany. Todas merecedoras de ainda mais visitas da vossa parte.

O Recife - Nora Roberts

«A arqueóloga marinha, Tate Beaumont, é apaixonada pela caça ao tesouro. Ao longo da vida, ela e o pai descobriram muitas riquezas fabulosas, mas há um tesouro que nunca conseguiram encontrar: a Maldição de Angelique - um amuleto com pedras preciosas, obscurecido pela lenda e manchado de sangue. Para encontrarem este artefacto precioso, os Beaumonts aceitam, hesitantemente, uma parceria com os mergulhadores Buck e Matthew Lassiter.
Tate não fica feliz por partilhar o seu sonho, mas não tem alternativa. E, à medida que os Beaumonts e os Lassiters disponibilizam recursos para localizar a Maldição de Angelique, as àguas das Caraíbas adensam-se com desilusões sombrias e ameaças escondidas. A parceria entre as famílias é posta em causa quando Matthew se recusa a partilhar informação - incluindo a verdade sobre a morte misteriosa do seu pai, alguns anos antes. E conforme Tate e Matthew avançam com a sua desconfortável aliança... o perigo e o desejo ameaçam emergir.»

Antes de mais, acho que a sinopse não conta bem a história. Acho que em vez de ser a Tate e o pai que viveram o sonho do amuleto, devia ser dito que era o Matthew e o pai dele. Estes sim, parece que andam desde sempre à procura do sonho. Os Beaumonts só souberam da Maldição porque os Lassiters lhes contaram - ou fui eu que percebi mal? Também não vejo bem onde é que está a parte em que Matthew se recusa a dar informações sobre a morte do pai, ele conta quase no momento em que conhece os Beaumonts. Ok, pode esconder outro tipo de informações, mas esta em particular.

Achei este livro em muito parecido com o Jogo de Mãos, quase se pode falar em cópia, não acharam? Praticamente, só mudaram o nome das personagens. Senão vejamos, mais uma vez o livro começa com na infância/adolescência do personagem masculino, onde fica sem família (pronto, está bem, ficou com um tio neste caso), aparece e torna-se amigo da família central da história (no outro livro são ladrões de jóias, neste são caçadores de tesouros), para pouco depois desaparecer a meio de um romance com a personagem feminina, para voltar anos depois, porque tem novas pistas para encetar uma nova caça (exactamente como no Jogo de Mãos). Volta, e a, agora, mulher diz que não quer nada como ele, até ao momento em que quer. No final, armam uma cilada para apanhar o mafioso, que é conhecido desde o início, e ficar com o tesouro (tudo a bater certo com o primeiro livro). Não sei se tanta coincidência não fez mal ao livro. É certo que se costuma dizer que na equipa vencedora não se mexe, mas enfim, contava com um pouco mais de originalidade.

Não tendo essa originalidade, como gostei dos Jogo de Mãos, é óbvio que também gostei deste. Embora tenha gostado mais do primeiro. Gostei porque foi a primeira vez que vi o passar do tempo das personagens, uma criança encantadora. Este livro, a passagem do tempo já não é nova, ainda assim, acho que é sempre uma mais-valia. Mas enfim, é um casal frio. Um casal que passa muito tempo a falar. Peço desculpa se as comparações se tornam demasiadas, mas é que me é mesmo inevitável fazê-las.

Em seguimento do que acabei de dizer (antes das desculpas), um casal, ou um livro onde há muito diálogo, apesar de não ser necessariamente o anúncio de grandes discussões. Achei os diálogos sem paixão. Muitos para descreverem pessoas, objectos, acontecimentos, sentimentos, desejos. E a descrição em exagero também cansa. Pelo menos, para mim. Por este motivo, estava com medo das cenas debaixo de água. Se não há acção quando estão ao cimo de água, como é que haverá debaixo dela? Mas até achei que não correu muito mal. Achei mesmo que a acção está precisamente toda lá, ou não estivéssemos a falar de caça de tesouros de naufrágios. Foi no mínimo interessante.

Adorei a salada de personagens do livro. Como sempre no caso da Nora. Ela é mestre na caracterização das personagens e das personalidades. Muito coloridas, ou heterogéneas. Se por um lado temos uma família com classe, por outro temos outra, como dizer, inconstante? Muitos ingredientes da mesma salada, uns que gostamos mais do que outros.

Tate, a arqueóloga marinha, uma menina cheia de sonhos, sonhos românticos que acabam por esfriar e tornarem-se bem mais definidos e mais práticos. Mas o que é uma mulher, uma pessoa, sem sonhos? O que é que eu posso dizer dela? É corajosa, leal, sonhadora, romântica, forte, enfim, a típica mulher noriana.

Matthew, o caçador de tesouros, errante. Primeiro uma criança maravilhada, depois um rapaz apaixonado, por fim um homem prisioneiro de uma mulher, que ama há anos, de uma vingança, que persegue há anos, e de uma caça, que procura há anos. Estava aqui a pensar no que escrever sobre ele, mas acaba por ser complicado, porque o homem é uma mistura de adjectivos contraditórios. Responsável, errante, altruísta numas situações, egoísta noutras, apaixonado numas alturas, capaz de matar noutras. Enfim, no final, um prato apetitoso. Repararam que eu não comentei o aspecto físico? Que se passa comigo? Bem, ele também é o típico espécime masculino noriano: alto, musculado, cabelo negro, etc, etc, o sonho das mulheres.

Os pais de Tate, os Beaumonts, os senhores de classe, que se aventuram nas caças como um passatempo, até conhecerem os Lassiters e enveredarem pela rota que os levará ao maior tesouro das suas vidas. Por estarem na água, não perderam a compostura, ainda assim, adoráveis e nada altivos.

Os amigos de Matthew, Buck, que também é tio, e o LaRue são os personagens deste livro. São eles que no fundo dão vida ao livro. Pronto, não são nada de especiais, mas são personagens diferentes embora não sejam estranhos ao quadro, encaixam bem. O primeiro vive cheio de medos, principalmente depois de um tubarão lhe tirar a perna: medo do Maldição, do alcool, do mar, enfim, de tudo. O LaRue é um cozinheiro aprendiz de mergulhador, informador pessoal do vilão, um vira-casacas, mas no final, leal aos amigos.

VanDyke, o criminoso. Tem um grave problema de fúria, que ao longo dos anos se vai descontrolando, um homem frio, calculista, poderoso, com classe (mas diferente da dos Beaumonts), altivo, vaidoso - o típico vilão noriano.

Ao ler o livro, lembrei-me de um filme que há com o Matthew MacConaughey e a Kate Hudson, o Tesouro Encalhado (acho que é assim que se chama). O filme não tem nada a haver, eu sei. Mas lembrei-me, e facilmente pus aqueles dois no papel das personagens do livro, tirando a cor dos cabelos, até que davam umas boas réplicas. E ninguém se importava com um Matthew destes, pois não, meninas?

sábado, 28 de Novembro de 2009

O Símbolo Perdido - Dan Brown

«Aquilo que se perdeu será encontrado...

Washington, D. C.: Robert Langdon, simbologista de Harvard, é convidado à última hora para dar uma palestra no Capitólio. Contudo, pouco depois da sua chegada, é descoberto no centro da Rotunda um estranho objecto com cinco símbolos bizarros. Robert Langdon reconhece-o: trata-se de um convite ancestral para um mundo perdido de saberes esotéricos e ocultos.

Quando Peter Solomon, eminente maçom e filantropo, é brutalmente raptado, Langdon compreende que só poderá salvar o seu mentor se aceitar o misterioso apelo.

Langdon vê-se rapidamente arrastado para aquilo que se encontra por detrás das fachadas da cidade mais poderosa da América: câmaras ocultas, templos e túneis. Tudo o que lhe era familiar se transforma num mundo sombrio e clandestino, habilmente escondido, onde segredos e revelações da Maçonaria o conduzem a uma única verdade, impossível e inconcebível.

Trama de histórias veladas, símbolos secretos e códigos enigmáticos, tecida com brilhantismo, O Símbolo Perdido é um thriller surpreendente e arrebatador que nos surpreende a cada página.

O segredo mais extraordinário e chocante é aquele que se esconde diante dos nossos olhos...»

A meio da semana, terminei de ler um dos livros mais aguardados do ano. Venho aqui agora deixar o meu testemunho, não muito esfuziante. Pelo menos não muito mais do que os primeiros dois do mesmo autor. Porque será?
A ver se me consigo explicar. O livro é cativante, uma história empolgante e caracterizada com todos os adjectivos positivos acabados em 'ante', com um ritmo alucinante. Portanto é um livro do qual gostei. Quem gosta de Dan Brown, de certeza vai gostar.
O meu problema no entanto, foi o facto da história ter grandes paralelismos com o Código da Vinci, e com o original não há boas comparações. Eu sei, eu sei, o tema central em si é diferente. Mas reparem, Robert Langdon volta a correr atrás de um grande segredo, mais uma vez que é protegido pelos maçons, mais uma vez acompanhado de uma bela rapariga, porque essa rapariga é familiar da vítima (embora desta vez não mortal).

Mas passemos ao livro em si, sem as comparações, dispensáveis a quem não leu o Código.
A Maçonaria é sempre um tema que prende a atenção de todos, seja por aquilo que não sabemos, seja por aquilo que sabemos, seja pela curiosidade, mistério, ou fascínio. Se lhe juntarmos o facto da lição ser dada no espaço de uma das cidades mais poderosas do mundo, onde permanecem segredos por desvendar, temos então os ingredientes necessários para umas boas horas.

Além deste pé do corpo do livro que é a maçonaria, o outro ponto essencial é a investigação noética, uma ciência não muito recente mas ainda muito desconhecida da relação da mente e intuição humanas com o divino. A ideia base do trabalho de Katherine, irmã de Peter e cientista neste campo, é que todos nós, somos feitos à imagem de Deus, ou, por outras palavras, temos a potencialidade de nos tornarmos deuses. Falta-nos apenas aperfeiçoar a nossa capacidade de meditar. (Isto tudo em termos muito resumidos e simplificados.) Dá que pensar.

Ao longo destes anos, tornei-me fã da escrita do Dan. É simples, é sedutora, e é bem estruturada. Tem consistência, é racional e desenrola sempre no mesmo sentido. Se por um lado, o autor dá-nos ferramentas para irmos seguindo a investigação de Langdon, embora, sem os conhecimentos deste, dificilmente se chegue tão perto e tão depressa. Ferramentas com que nos ensina e ao mesmo tempo que nos pede reflexão.

O que eu gosto neste tipo de livros é podermos tirar as nossas próprias conclusões. Claro que normalmente, é-nos dada a teoria do autor, mas o facto de nos ser fornecida a base de conhecimentos, permite-nos conspirar por nós próprios. Faz-nos pensar. Livros como os de Dan Brown ou os de José Rodrigues dos Santos, para mim (e não me canso de o repetir), são fascinantes precisamente por este pequeno pormenor: somos chamados a raciocinar.

Não se pode dizer que tenha muitas personagens coloridas, de certo modo são todas um pouco negras, digamos fechadas, misteriosas, meditativas, metidas consigo mesmo (mas afinal o que é uma sociedade secreta da maçonaria ou da CIA sem estas características). O que eu quero dizer, é que não momentos recuperadores de ânimo ou de fôlego. Assim que a trama começa, os diálogos desenrolam-se sempre na tentativa de encontrar o segredo, e não há descontracções. E eu que gosto tanto de rir e sorrir... Mas não estava a espera de outra coisa, claro. Só para dizer que mesmo não sendo muito coloridas, são personagens todas muito diferentes e todas com algo para contribuir para a grande descoberta final.

E se podemos falar de uma grande variedade de personagens, com certeza também podemos referir os muitos monumentos mencionados. A descrição quando bem feita é um par de olhos que alcançam longas distâncias. Podemos acompanhar os passos dos nossos heróis, e auxiliados de um bom mapa, entrarmos no corpo deles. Ver, ouvir, cheirar, saborear (um pouco mais difícil - não li nada sobre andar a lamber ou beijar edifícios) ou sentir os monumentos. Eu tenho uma imaginação bastante fértil. Facilmente, foi como se eu tivesse estado em Washington, D. C..

Mais uma vez repito que gostei, adorei o livro, e se não fosse por condicionantes de tempo, a leitura teria sido muito mais rápida. O que eu quis dizer ao princípio é que, para mim, este livro anda perto mas não chega ao patamar do Código ou mesmo dos Anjos e Demónios. Por curiosidade se tivesse que ordenar, nesta fase, os livros do Dan: o que mais gostei foi o Código DaVinci, Anjos e Demónios, O Símbolo Perdido, A Conspiração, o que menos gostei foi a Fortaleza Digital.

Ao ler o livro, vi-me obrigada pela minha própria curiosidade a ir descobrir os grandes monumentos referidos ao longo do livro, através do Google Earth, através da wikipédia, enfim, dos meus meios possíveis. Não pude também deixar de ir procurar o 1514 na Melancolia I de Albrecht Dürer ou a Ordem Oito do Quadrado de Franklin (que também vem no livro, mas tive que analisar a história dele). Símbolo Perdido acompanhou-me durante uma hora por dia durante duas semanas, e foram as melhores horas dos últimos tempos.

domingo, 15 de Novembro de 2009

Amizades Para Mim, Amizades Para Vocês

Mais um fim-de-semana, mais uma apanha do selo. Muito melhor do que ir a Espanha apanhar tomates. Pelo menos, esta vindima posso fazer no quentinho do meu sofá. Então vamos lá:

Este selo do raio x foi-me oferecido pela cusca da Bell que quer ler as nossas respostas todas. Ok, confesso, também adorei ler as respostas dela. E espero ler as outras :P. Faz parte do ser feminino ser assim, não é?

A regra, para além da menção ao blogue que o ofereceu, é responder às seguintes perguntas:

1. Qual a tua altura? 1.60m
2. Qual o teu peso? 62kg (sem problemas, não sou um peso pluma, mas não assim tão mal)
3. Qual a cor do teu cabelo? Castanho vulgar
4. Qual a cor dos teus olhos? Castanhos vulgar
5. O que mudarias em ti? A minha anti-sociabilidade.
6 Qual a tua roupa preferida? Confortável, larga que esconda a minha barriga pós-refeição e ligeiramente comprida que esconda o meu rabo abelão.
7. Qual o teu estilo? Depende da disposição, mas geralmente descontraído.
8. Trabalhas ou estudas? No meio, estou a tirar um estágio curricular.
9. O que fazes então? Sou contabilista num escritório da minha santa terrinha (sabem o que isso significa?)
10. Qual a primeira coisa que fazes quando acordas? Para além do óbvio que é abrir os olhos, dou um beijo à minha mãe que está a sair para o trabalho, depois digo até logo ao meu pai que está a sair para o trabalho, e viro-me para o outro lado para ficar mais uma hora na cama.
11. Qual o teu alimento matinal preferido? Se alimenta não sei, mas é a única coisa que me faz funcionar, café.
12. Como dormes? Da maneira como adormeci, não tenho posição certa e não costumo rebolar na cama.
13. Tens pesadelos? De que tipo? Já tive, com uma pessoa que nunca cheguei a conhecer muito bem, o avô de uma prima afastada, queria bater-nos e nós fugíamos.
14. Tens medo de alturas? Não
15. O que tens medo vontade de fazer, mas tens medo? Fazer o que quero e que nesta altura do campeonato contrariaria a ordem das coisas.
16. O que farias por um milhão de dólares? Acho que pouca coisa, sou um bocado careta.
17 Tens um pecado inconfessável? Sim.
18. Se as tuas paredes falassem... eu teria de me enterrar num buraco bem fundo.
19. Já te apaixonaste por duas pessoas? Sim, mas não a paixão a que vocês se queriam referir.
20. O que mais te fez chorar na vida? A morte do meu melhor amigo.
21. Qual a pessoa que mais amas na vida? Não posso falar numa só, tenho que responder os meus pais e o meu irmão (não que ele mereça).
22. Darias a tua vida por ela? Sem dúvida.
23. O que achas das redes sociais? Qual preferes? Não as considero minimamente importantes ou interessantes, a não ser aquela que aos poucos criei através dos meus blogues com vocês.

Os próximos selos foram todos oferecidos pela Jojo, o que também já se começa a tornar repetitivo, mas não me importo minimamente. Adoro. Obrigada, fofa, por tantos presentes. Não me posso esquecer de agradecer ;)

A única regra deste selo é responder à questão: o que é uma verdadeira amizade para ti?
Uma verdadeira amizade para mim é aquela que está vontade comigo para me dizer o que pensa, o melhor e o pior, e vice-versa. Em que possamos falar de tudo, em que não existam tabus, desde o livro que acabámos de ler a fazer a depilação brasileira. Lol. Estas amizades são raras.

Com este selo, só temos de responder à pergunta: quem é que você acha que merece um grande abraço? Porquê?
Aqueles que eu nunca vi mas com quem mantenho contacto, assim como os amigos que já não vejo há bastante tempo. Porque queria que soubessem o quanto sou louca por querer partilhar um gesto destes com quase estranhos.

Estes dois últimos selos não tem regras, a não ser agradecer a quem os ofereceu, mas isso já eu fiz logo no princípio não é?









Os 5 selos simplesmente são reencaminhados para os seguidores do blogue, ou seja, às 26 pessoas que vão seguindo estas divagações.

UPLOAD: O selo 'Este Blog Cativa' foi também oferecido pelo Páginas Desfolhadas e recebido de páginas abertas.

Fúria Divina - José Rodrigues dos Santos

«Uma mensagem secreta da Al-Qaeda faz soar as campainhas de alarme em Washington. Seduzido por uma bela operacional da CIA, o historiador e criptanalista português Tomás Noronha é confrontado em Veneza com uma estranha cifra.

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Ahmed é um menino egípcio a quem o mullah Saad ensina na mesquita o carácter pacífico e indulgente do islão. Mas nas aulas da madrassa aparece um novo professor com um islão diferente, agressivo e intolerante. O mullah e o novo professor digladiam-se por Ahmed e o menino irá fazer uma escolha que nos transporta ao maior pesadelo do nosso tempo.

E se a Al-Qaeda tem a bomba atómica?

Baseando-se em informações verídicas, José Rodrigues dos Santos confirma-se nesta obra surpreendente como o mestre dos grandes temas contemporâneos. Mais do que um empolgante romance, Fúria Divina é um impressionante guia que nos orienta pelo labirinto do mundo e nos revela os tempos em que vivemos.

Este romance foi revisto por um dos primeiros operacionais da Al-Qaeda

Para mim, José Rodrigues dos Santos regressa no seu melhor. Um dos melhores escritores do género. O que eu mais gosto no seu trabalho é o facto de ele trazer sempre assuntos que não sendo completamente desconhecidos, são ignorados e deixados de lado. Costuma-se dizer que o que os olhos não vêm, o coração não sente. Ao ler cada uma das obras de JRS, acordamos para o mundo, e começamos a pensar mais seriamente nestes temas. Já me tinha acontecido nos anteriores. Em Fúria Divina, despertamos para o perigo eminente das bombas nucleares, sobretudo, nas mãos de muçulmanos fundamentalistas ou radicais. Dá que pensar.

Em termos do ritmo da história, acho que posso dizer com alguma segurança que, excluindo a última parte, nada se passa a grande velocidade. Há muitos momentos parados e tempos mortos. Mas é precisamente nessas alturas que nos são dadas as aulas de história ou de física, a que já nos habituámos neste tipo de obras.

O mais interessante para mim, como bom jornalista imparcial que JRS deve ser, foi o ponto de vista dos radicais que nos foi dado. Fazendo parte do mundo cristão, eu já conhecia o mundo muçulmano radical aos nossos olhos. JRS escreveu e falou na voz dos fundamentalistas e Tomás explicou-nos o que para nós (pelo menos para mim) era desconhecido: estes árabes limitam-se a seguir à letra o Alcorão e os ahadith (um conjunto de textos que contam momentos da vida de Maomé). Nada mais simples do que isso. E mais fácil ainda de entender quando somamos a isso o facto de Maomé ter sido militar. Muitas das leis que os radicais seguem foram ditadas por um militar.

Então, passei a perceber, e mais do que isso, a respeitar a visão e o lugar destes homens. Não me converti. E esperava sinceramente que houvessem mais sufis, mas respeito (apesar do simples respeito, principalmente de uma mulher infiél, não-crente, não ser minimamente relevante para estes homens) a filosofia deles. Não acho que seja certo, mas uma filosofia a respeitar.

Se conhecer este mundo não fosse suficiente, ainda acordamos para a realidade frágil nuclear. Material parcamente protegido, e talvez já nas mãos da Al-Qaeda, para que pensam que poderá ser usado?

Em termos de criptanálise, se é disso que andam à procura, pouco vão encontrar. A não ser mesmo aquela cifra de que se fala na sinopse, Tomás pouco será chamado a intervir. O momento final no entanto, também lhe dará dores de cabeça, precisamente na altura em que o ritmo acelera. E Tomás, um simples professor universitário português será o herói do dia e dos próximos anos, em solo americano e às portas de todo o mundo, da ONU. Um fim digno de Hollywood.

Será que vale a pena falar dos personagens? Não posso falar muito mais para além de Tomás ou de Ahmed. São os principais e os de maior destaque.

Tomás é o professor universitário de Línguas Antigas e um dos melhores criptanalistas da actualidade. Neste livro, vai ser chamado a fazer parte da NEST, ao lado dos melhores espiões do mundo, primeiro para decifrar um código num mail recebido em Lisboa e depois para localizar um dos maiores perigos para a humanidade ocidental.

Ahmed é uma personagem interessante uma vez que aparece pela primeira vez em criança e é-nos dada a possibilidade de acompanhar o seu crescimento, não só enquanto homem árabe, mas enquanto árabe fundamentalista.

Ao ler o livro, ao pôr os olhos em toda esta grande teoria de posse de bombas nucleares por parte da Al-Quaeda, o meu coração sentiu-se. É isto que acontece quando lemos os livros de JRS. Uma boa leitura. Adorei e fico à espera da próxima aventura de Tomás Noronha.

Ver também: A Fórmula de Deus.

domingo, 8 de Novembro de 2009

Revelações Para Mim, Revelações Para Vocês

E cá estou eu de novo, com mais um par de selos oferecidos por aquelas que considero duas minhas amigas cibernáuticas, a quem agradeço muito. Notei que às vezes esqueco-me de agradecer os selos, não aqui no blogue, mas nos blogues de quem oferece. E isso é uma perda e uma distracção gravíssima. Aproveito para pedir desculpa por tal facto. Já comecei com a minha visita blogue a blogue para me redimir, mas poderei esquecer-me de alguém... Ok, já tinha dito que era esquecida e distraída. Mas passemos então ao assunto de hoje.

Este selo maravilhoso foi-me oferecido pela Bell do Imaginarium, e pelo par do Páginas Desfolhadas. A esta porta já eu fui bater, mas reforço as desculpas, está?

A única regra deste selo é completar as seguintes frases:
Eu já... saí as 6h (da manhã) de um hotel em Antuérpia só para pôr uma carta no correio para um dos meus grandes amigos.
Eu nunca... esquecerei a música da chuva da Rua Sésamo (Está dia de chuva e eu não posso ir brincar, está dia de chuva.)
Eu sei... o Teorema de Pitágoras.
Eu quero... ir à Irlanda.
Eu sonho... em abrir a minha livraria-cafetaria, com um ciberespaço, e se houver espaço, um canto para as crianças.

Recebi o segundo selo da Marta do Chuva de Livros. Sabes, Marta, não é preciso dares o teu coração por uma coisa tão pequena como um blogue, a não ser que seja o teu. Lol. Mas agradeço a atenção. Também já bati à tua porta, não foi? Mais uma vez, desculpa.

A regra é responder às seguintes perguntas:

Algum blogue te ajudou a blogar no início? (dicas, receptividade, incentivo)
Para este blogue em particular, não. Mas para o meu primeiro blogue, sim. A Joana incentivou-me a criar um blogue com ela, e com ela aprendi os primeiros passos neste mundo gigantesco.

Qual foi a tua fonte inspiradora?
A Joana foi a minha inspiração para o primeiro blogue. Para o Ao Ler o Livro, tenho uma fonte em cada um dos vossos blogues das leituras, apesar de só vos ter conhecido (vocês, blogueiros que sigo) depois de ter criado o blogue.

Quando é que blogar se torna gratificante?
É gratificante quando partilhamos as nossas ideias, as nossas críticas, as nossas sugestões, e recebemos em troca palavras bonitas, outras sugestões, outros gostos e prendas como este mesmo selo.

O mundo da blogosfera seria mais interessante 'se'...
Eu sou uma pessoa simples, por isso, acho que já é interessante. Mas quando passar a existir alguma coisa que eu até ache piada, sou capaz de a adoptar.

Quanto tempo dedica ao blogue e em que horário você gosta de blogar?
Neste momento, durante a semana, só um pouco depois das 18h30. Ao fim de semana, o tempo que aqui passo é variável. Não tenho um horário preferido para blogar, é quando tiver assunto e tempo.

O seu coração blogueiro não se engana quando? (referente a outro blogue ou blogueiro)
O meu coração blogueiro é muito crédulo. Engana-se muitas vezes.

Ofereço a selo a:
A Magia das Palavras
Books and Books
Chuva de Livros
Chá da Meia-Noite
Entre Páginas
Livros de Bia
My Imaginarium
O Cantinho da Tati
Os Devaneios da Jojo
Refúgio dos Livros
Estes são os blogues que algum dia me ofereceram selos, e por isso, mando a todos eles anexados às minhas desculpas pela minha distracção. Se faltar algum, é da distracção, chamem a atenção e eu tratarei de emendar.
Riam-se.

quinta-feira, 29 de Outubro de 2009

Clube de Sangue - Charlaine Harris

"Uma grande mudança social está a afectar toda a humanidade. Os vampiros acabaram de ser reconhecidos como cidadãos. Após a criação em laboratório, de um sangue sintético comercializável e inofensivo, eles deixaram de ter que se alimentar de sangue humano. Mas o novo direito de cidadania traz muitas outras mudanças...

Há apenas um vampiro com o qual Sookie Stackhouse esté envolvida, pelo menos de forma voluntária, e esse vampiro é Bill. Mas recentemente, ele tem estado um pouco distante. E noutro Estado.

Eric, o seu chefe sinistro e sensual, julga saber onde encontrá-lo e, quando dá por isso, Sookie está a caminho de Jackson, no Mississipi, para se infiltrar no submundo do Clube de Sangue. Este clube é um local perigoso onde a sociedade vampírica se reúne para descontrair e beber um copo de O positivo.

Mas quando Sookie finalmente descobre Bill - apanhado num acto de traição séria - ela não tem a certeza se o quer salvar... ou afiar estacas."

Passou depressa, o livro. O problema deste volume é que reduziu drasticamente e isso fez com que a acção acelerasse. Creio, no entanto, que o ritmo é o ideal. Mas a história não tem muito sumo a ser extraído. Aquilo que se lê é o que é. Notei no entanto algumas incongruências. Como é que é possível que num momento se lembrem que os vampiros têm boa audição e no momento seguinte já não o façam? Este por exemplo para mim é um dos problemas da continuidade e da consistência da história. Haviam mais que há medida que fui lendo, fui notando, mas anotando, de modos que, da forma como a minha cabeça anda, esqueceu-se-me.

Quanto às personagens, isto está cada vez mais interessante, não está? Este não foi um livro que explorasse muito as personagens do círculo familiar de Sookie. Quase não ouvimos falar dos amigos (Tara - a propósito, o que fazia ela no clube? -, Sam, Arlene, etc) ou do irmão . Antes, gira muito à volta da relação humanos-vampiros-lobisomens, e quase todos eles muito jeitosos. Só por causa deste 'triângulo de quatro pontas'.

A Sookie, para mim, está agora mais interessante. Já não é aquela sonsa do princípio. Continua, no entanto, a demonstrar grande coragem e até um pouco de falta de tacto para com os vampiros, mas vai aprendendo. Também já sabe com quem pode gritar e quem pode beijar. Hum...!

Bill desceu um pouco na minha consideração, não podia ser de outro modo. Onde raio esteve ele em quase todo o livro se não debaixo de saias ou debaixo de pratas de outra mulher? Quase que fiquei com vontade da Sookie terminar com ele. Se calhar não, fiquei mesmo, lol. Apesar de ser vampiro e de ser um homem frio, não pode ser assim tão estúpido, pelo menos pensava eu.

Já o Eric, meu Deus... Pronto eu sei, é como eles dizem, o vampiro já existe há tantos anos, que teve tempo de aperfeiçoar a arte da sedução. Mas isso não importa, o que interessa é que ele sabe mesmo seduzir, e deixa-nos a imaginação a mil. Desempenha o papel de Bill, e quando este deixa de estar presente, será Eric a vigiar Sookie, nem que para isso, durante o dia, use outros intermediários.

Por último, para completar o nosso triângulo de quatro bicos, Alcide que aparece para apimentar um pouco mais a coisa. Um espécime perfeito e educado de lobisomem. É o companheiro de Sookie durante o dia, e aquele que a ajudará a desempenhar a sua missão. Como também ele está a passar por um mau bocado amoroso, os dois acabam por se entender muito bem.

Até poderíamos pensar que Sookie se está a tornar numa ordinária, mas eu simplesmente acho que esta nova faceta dela só veio tornar esta série mais interessante. Vão por mim.

Ao ler o livro, lembrei-me também de ver a segunda temporada de True Blood, e a verdade é que mesmo agora, enquanto escrevo este post, estou a fazer um esforço sobre-humano para tentar perceber o que era do livro e o que era da série. Na verdade, o livro descreve tão bem algumas cenas que, vendo a caracterização da série, consigo visualizar quase tudo e com todos os pormenores. Apesar das diferenças evidentes, gostei de um e outro.

Ver também: Dívida de Sangue e Sangue Fresco.

sexta-feira, 23 de Outubro de 2009

Selos Para Mim, Selos Para Vocês

Como recebi muitos selos todos de uma vez, decidi esperar e publicar um livro pelo meio. Afinal de contas, isto é um blogue sobre livros, lol. Claro que entretanto eles acumularam, e agora, tenho alguns para agradecer e oferecer (mas espero que me perdoem, a lista dos merecedores fica publicada no fim, todos muito juntinhos)

Recebi da Jojo dos Devaneios da Jojo e da AMB do Books and Books.

Regras: oferecer aos que consideram amigos.







Mais uma vez, recebi da Jojo e da AMB.

Regras: *Responder à pergunta: o que me faz gostar tanto de ler?
A resposta é difícil. Eu tenho uma imaginação bastante fértil. Sou boa a inventar histórias para mim, mas sou muito melhor a pôr na minha cabeça as histórias dos outros. Imaginar, sonhar é viver em liberdade. Eu gosto tanto de ler porque então sou livre.
Ah, e gosto de ler porque sou muito cusca e curiosa, gosto de saber da vida das pessoas dos livros.

*Oferecer a outros blogues.



Bem, este é um pouco especial. Na verdade, não sei se o posso aceitar. E vou passar a explicar. Eu sei que as pessoas vão passando os selos e as regras esquecem-se ou não são contadas. Eu conheço este selo já há algum tempo. A bem da verdade, ele só deve ser oferecido pelo site Vejablog. Para se receber o selo, o blogue que o recebe deve ser visitado por aquele site e se for de qualidade então será oferecido o selo. Como é que o teu blogue o pode receber? Vais ao site e indicas o teu blogue para visita. Mas o que tem mais piada é tu indicares os blogues que conheces e que achas que são bons, os blogues dos teus amigos. Aí sim, estarias a oferecer o selo de verdade. Seja como for, fica aqui o sincero obrigado à Jojo (não leves a mal). No entanto, não o repasso por causa do que acabei de dizer. Eventualmente, quem sabe, acabe por vos indicar no tal site.

Este recebi da AMB.

Regras: *Enumerar 8 características minhas (o que fica difícil visto que já enumerei aqui mais de 15 em posts anteriores - se repetir, paciência)
~ Imaginativa;
~ Criativa;
~ Solitária (quando me convém)
~ Artista manual (lol, origami, embrulhos, croché, etc)
~ Inventora culinária (não quer dizer que fique sempre bem)
~ Massa-dependente
~ Jardineira amadora
~ Amante do Natal e da Páscoa

*Oferecer a 8 blogues (inlcuídos na pequena grande lista em baixo, são mais de 8 mas que se lixe, levem-no)

Oferecido também pela AMB.

Regras: *Enumerar 5 coisas que se gosto num livro:
~ O autor (conta muito na hora de ler um livro)
~ Espaço geográfico que conheça para conseguir vê-los na minha cabeça
~ Espaço geográfico que não conheça e que me leve a procurá-los no Google Earth para poder vê-los na minha cabeça
~ Personagens interessantes
~ Que me façam rir e/ou chorar, que me façam sentir.

*Dizer o que seria capaz de fazer por um livro, como se fosse um homem:
Na verdade, pouca coisa. Não sou assim muito maluca nesse tipo de coisas. Porque acima de tudo sou racional e digo que existem várias cópias do mesmo livro, pelo que não vale a pena rastejar por eles.

*Quando vou comprar um livro, o que me chama a atenção? Enumerar 4 coisas:
~ A sinopse
~ O autor
~ A capa
~ A divulgação e/ou críticas

*Enumerar as 9 melhores características numa amiga:
~ Amiga
~ Que me faça rir quando estou triste
~ Que se ria comigo
~ Que me critique e que seja criticada quando precisamos
~ Que esteja presente mesmo estando longe
~ Boa ouvinte
~ Que me conheça e saiba o verdadeiro significado de um sim e de um não (mesmo que ele seja o oposto do que é dito)
~ Que me apoie nos meus sonhos
~ Que se interesse e que o interesse seja verdadeiro

Vindo também da AMB.

Regra: Simplesmente oferecer.

















Oferecida da Marta da Chuva de Livros.

Regra: oferecer a 5 blogues (incluídos na lista em baixo).




Blogues que recebem os selos:

Ana Teresa O Cantinho da Dori
Fernanda Demasiado Fiéis Para Desistir
Sara A Magia das Palavras
Bell My Imaginarium
Jojo Os Devaneios da Jojo
Lu Parte de Mim...
Diana Refúgio dos Livros
Laelany Chá da Meia-Noite
Sandra Vidas Desfolhadas
Patrícia Pedacinho Literário
Marta Chuva de Livros
Maníacas BookManíacas
Tatiana O Cantinho da Tati
MPatrícia Entre Páginas
AMB Books and Books
Ana Livros, o meu vício
Bia Livros da Bia
Joana Joaninha

Às meninas que me ofereceram os selos, Jojo, AMB e Marta, muito, muito obrigadas pelo carinho e pelo presente.